quarta-feira, 8 de julho de 2026

Soneto de um Homem que Insiste


Carrego o verbo aceso em minhas mãos,
mais forte que o rumor da multidão;
persigo a luz por entre os vendavais,
fazendo da palavra direção.

Prefiro a profundez às aparências,
o pensamento ao brilho passageiro;
escuto a dor escondida nas ausênciasas me 
e vejo um mundo além do nevoeiro.

Não fujo da verdade que incomoda,
nem vendo a própria voz por conveniência;
aprendo a cada queda, a cada roda,
erguendo-me com firme resistência.

Se algum legado espero construir,
é despertar coragem para existir.

Leandro Goulart 

Confissão


Não temo o inferno.
Temo o instante em que meus olhos não consigam mais mentir para mim.
Porque a pior sentença não é morrer.
É sobreviver ao homem que me tornei.  

Leandro Goulart 

sábado, 22 de novembro de 2025

Para o mundo Inteiro



Ao mundo inteiro deixo um verso,
pequeno, mas cheio de alma:
que cada dor encontre um nome,
e cada nome encontre calma.

Que os rios corram mais limpos,
e os sonhos, menos cansados.
Que ninguém durma com fome,
nem acorde despedaçado.

Que o riso seja mais simples,
que a paz não seja um mito.
E que o amor, mesmo ferido,
não deixe o coração aflito.

Ao mundo inteiro deixo um gesto:
um sopro, quase um ponteiro.
Seja você onde for, que encontre
um motivo leve pra ser inteiro.

domingo, 16 de novembro de 2025

November Rain


November Rain

A chuva risca a noite em fios prateados,
sussurra segredos no telhado escuro.
O vento dança lento pelas frestas,
e o mundo, encharcado, parece mais puro.


Leandro Goulart 

Identidade

Identidade

Carrego na pele a noite que dança,
escura, viva, promessa acesa.
Sou caminho feito de lembrança,
sou raiz profunda, força indefesa.

No espelho vejo o crespo se erguendo, numa coroa que o vento respeita. Cada fio conta o tempo vivendo, cada volta é a alma que enfeita.

Olhos de castanho escuro, estrelas
que guardam silêncios e tempestades. São faróis que ninguém desmantela, são terras férteis de identidades.

Leandro Goulart 

Soneto Sombrio da Dor



A dor veste meu corpo como um manto, frio, pesado, eterno em sua vigília; sussurra aos ossos um lento pranto, e arrasta a alma para a mesma trilha.

É fera muda, oculta em cada canto,
que morde o peito e nunca se aniquila; anda na sombra, cresce enquanto eu canto, e bebe a paz que em mim ainda cintila.

Quando a noite cai, ela desperta funda, abre seus olhos negros sobre os meuse faz da solidão a própria tumba.

Mas sigo vivo — embora ela me queira seu: A dor me cerca, reina e se aprofunda, mas não me apaga, por mais que seja breu.

Leandro Goulart 

terça-feira, 10 de junho de 2025

Despedida!

Eu odeio fazer as pessoas tristes. Mais do qualquer outra coisa, eu amo fazer as pessoas rirem e sorrirem. Então, por favor, ao invés de pensarem no final da minha história, riam das memórias e do que a gente fez junto. Bom, dizer adeus custa muito, mas não existe vida sem despedida. Estou só cansado! 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

SONÍFERA ILHA

foto/ minha mesma do quintal da minha casa 

ao meio dia o sol desatina seus raios sobre mim
queima minha pele (macia)
não queria aquele sol assim (puro fogo)
apenas gosto daquele
que
( manso )
.... se esconte por entre as nuvens
 
Por/ Leandro Goulartt

Poesia Morta

Poesia morta
Escrevo poesias
 Você insensivel e frio (a) ler indiferente...

Por/ Leandro Goulartt






terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Vão


Meu vão, diz que não 
e o espaço clarão
não,
e vai se toda 
a força 
vai a vida 
o espação agora e 
Vazio
Em vão.

Leandro Goulartt

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pássaros Diurnos



Acordei triste essa manhã
Como que acordam os passsaros nas catetrais
E procurei vooar em linhas horizontais
De apanhar o sol com minha face]
[...]
Acordei triste essa manha,
Como que o sinos anuciam funerais
Como que os atros siderais
Despecam desse infinito céu
.
Por/ Leandro Goulartt

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Expoen-te



Eu fico em silêncio, e as coisas que escrevo
É quase tormento, nessa minha mente cheia de ilução

Talvez eu queira o que, gosto
Talvez eu queira o que, sonho
         Talvez eu espere que volte ou talvez vá de encontro

Eu ouço a musia, tomo aquele chá de gosto melacólico
À noite lá fora não me conforta não vê chora 

Quem sabe isso não é um sonho, que eu,  outrora adormecido sonhei

Talvez eu me queime no sol
Talvez eu me banhe na chuva
Talvez eu desenhe o mar ou talvez eu desenhe a lua

Eu fico aqui em silênco, expoente, mente vazia
Eu fico em silêncio, crente, demente, desnudo
Apenas obeservando o mundo a minha volta
Quem sabe isso não foi sempre o que busquei
Expoen-te 

Por: Leandro Goulartt

Poços profundos precisam ser cavados. Se você quiser água limpa
(Rammstein - Rosenrot)

domingo, 5 de setembro de 2010


Por que você pode ser mais! Bem mais !
                                                                                                 ........Leandro Goulartt

terça-feira, 3 de agosto de 2010

????????????????

Preciso fazer um poema

Que seja assim lua em noite de silêncio
Que seja paz alegria ou tormento,
Que seja prazer, dor que não dói

...................Leandro Goulartt
do poema (O POEMA QUE ACONTECEU)
bay,....Leandro Goulartt

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amanhã, Talvez


Sou o amanhã de cada dia,  
O amanhã renascido.

..................................................Leandro Goulartt

domingo, 30 de maio de 2010

SONHOS CONTRÁRIOS




Tenho sonhos insertos, daqueles que não dizem nada
Tenho imagens afloradas que saltam aminha mente 
Eu posso, durmo, exalto esse meu profundo mar de coisas exóticas
Hoje eu sonhei com elefantes e dragões, com tulipas delicadas

O menino corre púrpuro, o cavalo voa alto
mãos no rosto exala preocupação
Sento a beira desse rio
e minha face mistura-se a aquelas águas solitária
Eu procuro por vastidão pela danças dos flamingos
por rastro de algum anjo  por atalho  algum caminho
por um ninho quente e confortável

Sempre me vi assim uma janela para o Indivisível
Não me preocupo mais com a destreza dessa sua lúdica arte
Dessa sua arte de me vê e fingir que não viu
Não me alimento mais do néctar  dessa sua flor murcha
sem coloração, somos tão ocos como  aqueles sonhos extintos

Tenho sonhos em que vejo estranhas flores
estranhos beija-flores estranhos arco-íris
E essas coisas traduzem minhas vontades insertas
meus erros tão certos meu ego meu egoéegoísta

Daqui eu posso ver tão longe  
posso ver um mundo de coisa
que estão fora desse nosso mundo
Se quiser eu posso de mostra 
posso imaginar você aqui ao meio as flores campestres

Tenho sonhos contrários aqueles pesadelos insanos
mensagens, palavras, cheiro, rios
Hoje eu sonhei com elefantes e dragões com tulipas delicadas
Eu me alimento dessas coisas retrospectivas, introspectivas, eu posso, eu durmo, eu sonho

Leandro Goulartt

"... fica sempre a certeza de que se dormiu e se sonhou."
Clarice Lispector

sábado, 29 de maio de 2010

POEMA AFRODISÍACO




Traz-me teu beijo a minha cama
trazem-me tuas palavras as minhas entranhas
 ....................................
misture teu cheiro de mulher 
ao meu cheiro de homem 
..................................
Trazem-me teus poemas
ao meu quente e lascivo ninho
deixe-me sentir o calor do seu cio
 ...................................
saboreia-me 
como se saboreiam os corpos no sexo

Leandro Goulartt

Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa. Sexo é poesia
Rita Lee

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O rio





                                                                    O rio corre
e em sua dança livre
                                      ele leva longe
                                                                                    Sonho promessas
                                                                                                                                      Esperanças

                                                                                                                                                            Leva aquela dor
                                            de uma vida inteira
de labor
                       Leva o cansaço
                                                                                                      e todas as dores
 
recônditas no coração

                                                                              O rio corre
                                                                                                                                                                       e nem parece
                       preso ao solo
                                                                                                                             parece solto
             Livre vôo
                                         de pássaro
no céu

        O rio corre
                                                                                                                e em sua longa partida
                    até parece que nunca partiu
                                                                                               O rio corre
          às vezes manso
                                                                                                       às vezes veloz
                                e em sua dança livre
                                                                                                                                                               O rio dorme
 até parece que sonha 
                                                                                                                  até parece Deus

Leandro Goulartt


   ......Quando meus pés suas águas tocam,
 Sinto um rio vivo, tenho um rio vivo dentro de mim"
        (Leandro Goulartt/ O Rio)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

EU, NELA


 
Quero ela assim
Na dança na pedra
No lago de fogo 
Na cama da relva
Ela sem ela, ela
Com ela, eu nela
Em mim, nos juntos
Quero-a assim
No abraço que aberta
Nos olhos que se seqüestram 
Nas bacas que se devoram
  Leandro Goulartt


O homem é um oceano a mulher é um lago o oceano tem a pérola que embeleza
  O lago tem a poesia que deslumbra  
                                                                                                                            Cora Coralina

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Amarela



A cor era amarela mulher de quadro faces
De olhos Verdes de bela face, generosa
De fina silueta cabeleira cheia de seios fartos

A cor era amarela
Mais o que não se vê não se seqüestra
Fica invisível, aos olhos do ódio e aos da paixão

Romântica, arcaica
Preparava seu café arrumava-se a mesa trocavam-se as flores
Era apena uma mulher simples, nua de alma, coberta de desejo

Pouco se sabia de suas úlceras dos seus segredos
Intomata conhecia as artes dos homens e as artes das feras
Era uma mulher urbana mais também uma mulher da terra

A cor era amarela, amarelo ouro, amarelo lúcido amarelo por de sol
Era apenas uma mulher simples  singela sem complexidade
Mais agora confusa e complexa " vermelha"  não mais amarela

Leandro Goulartt

 "Amarelo deserto e seus temores..."...
Djavan