Carrego o verbo aceso em minhas mãos,
mais forte que o rumor da multidão;
persigo a luz por entre os vendavais,
fazendo da palavra direção.
Prefiro a profundez às aparências,
o pensamento ao brilho passageiro;
escuto a dor escondida nas ausênciasas me
e vejo um mundo além do nevoeiro.
Não fujo da verdade que incomoda,
nem vendo a própria voz por conveniência;
aprendo a cada queda, a cada roda,
erguendo-me com firme resistência.
Se algum legado espero construir,
é despertar coragem para existir.
Leandro Goulart