quinta-feira, 24 de setembro de 2009




Bem que tenho esse desejo,
Más a rosa que anseio, tombas teu olhar por outra fera.
Agora vejo, bem que vejo você não era rosa,
Você não era flor,você era peste.

Bem que sei, vi em teus olhos,
Não eras borboletas,
Era estranho pássaro negro,
Ave de rapina.

Bem que vi, estava sempre distante,
Não era doce,
Não era amante, não era mulher,
Era ilusão.


Essa é minha obra.
Um amor incompleto,
Bem que sei não era amor, não era pássaro,
Não era rosa nem era mulher,

Era veneno.


Leandro Goulart



terça-feira, 22 de setembro de 2009

OLHOS





Onde olhos,queres me levar?
Esse olhos profundos,carregados de mistérios.
Onde esses rios vão me levar?
Esses rios profundos,tão cheios de promessas.
Onde olhos de selva ?
Onde olhos de mar?
Onde queres penetra profundamente? No coração?
A onde essas janelas vão se abrir?
Onde esse brilho vai se explodir,essas cores vão se beijar?
A onde olhos? Queres me conduzir?

A esses caminhos tão lacrimejosos?A esse silêncio tão abismal?
Onde olhos,queres me levar?
Ao martírio ao delírio á solidão enlouquecedora?
Onde olhos profanos,impregnados de poderes supra-humanos,olhos famintos olhos de fera.
A onde olhos ?
Queres me devora!




leandro goulart ..............

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

QUANDO O HOMEM OLHOU PARA O CÉU



Quando o homem olhou para o céu,
E viu nenhuma gota pingar-lhe a face,
Ouvi-se um piscar segredo mistério,
De olhos de opalas secos e amargos.


Quando o homem olhou para o céu,

Ouvi-se um silêncio catedral,
Chama ardente grito de socorro,
Sonhos partidos como cacos de espelho.

E quando o homem olhou para o céu,
E nenhum deus viu se mostra,
A terra se vez esfriar,
E um rio de lagrimas escoou em teus seios.

E o homem sentiu-se só,
Sem terra sem sonho sem pastor,
Pobre homem,
Foi entregue a sua própria sorte.

leandro goulart.............

domingo, 20 de setembro de 2009

A MíSTICA DE UM BEIJA-FLOR DANÇARINO



Bailando no ar deslizava em som o beija-flor,
Quem me deras eu fosse esse vento,
                          Que em tempo sereno toca-lhe a face.

Pudesse eu captura-te beija-flor e em segundo tocar ti a fronte,como o deuses espelhado-se nas águas..

Baila beija-flor, vai procurar outras flores,outras rosas outros amores,
Voe para o jardim dos corações, vá flertar o aroma carregado de desejos.

Vá beija-flor roupa o doce das flores tontas,
E com um beijo avulso de estranha emoção,
                                            Retira-ti o sucos mais virginais!


(leandro goulart.................(sonhar para que se sou realidade!!!?)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CRESCENDO,E MORRENDO



Cresce para dentro um inofensível dormento.
Cresce como o silêncio de segundos despercebidos.
Cresce subitamente como um grito,
De susto e de terror.

E cresce como peste no vendo,
Hera no carvalho,diabo no templo.
Um inflamável desejo,
De se explodir como uma bomba.

Cresce, dentro,
Uma inofensível morte fragilizada.
E tão já sensibilizada,
De tudo que me é fatal.

Leandro Goulart

domingo, 13 de setembro de 2009

PAG 43. AS FLORES

Aquarela, cores de amados desejos.
Enfim eram lindas,
Sadias fortes revivificantes.
Todas estavam ali fincadas na terra, de faces voltadas para o céu.
E eu, mórbido, inerte, apenas observando aquele teatro de fascinação.
E naqueles, segundos nem me percebi,
Eram elas, apenas elas.
As flores.
Infinitas flores que brotavam no jardim do coração.
leandro goulart

sábado, 12 de setembro de 2009

FOLHA QUE BALANÇA



Folha que balança.
E despenca vagarosamente como meus pensamentos,
Folha que balança,
E cai silenciosamente, numa tarde de outono.
Folha que balança.
No coração engano, engano e dissabor,
Nos olhos, ânsia,
E ao fundo só mais uma tarde de outono e folha que balança.
Folha, única folha que balança.
Desliza mansamente, pés de bailarina,
No passado lembrança,
E ao fundo só mais uma calma tarde de outono e uma folha que balança.
Folha, reflexo singular, imagem adormecida,
Instante em que nada se entrega,
Ao meu redor uma selva e ao fundo,
Ao fundo só mais uma velha e calma tarde de outono e uma folha envelhecida.
Leandro Goulart

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ANATHEMAS.


A noite todo fico acordado,
Com os olhos arregalados,
Observando pela vidraça da janela,
Uma sombra que deslizar, por entre galhos e  escuridão.


Sei também que ela me finta por aquele espelho irrefletido,
Afim de uma brecha, de uma fenda no meu coração.
Ela procura por mim, por meus sonhos.
Ela sabe que não posso sonhar.

Sabe que não posso fechar os meus olhos,
Sabe que não posso sentir a brisa fina das noites enluaradas,
Sabe sempre onde estou, sente o meu cheiro.
Sei que sou presa. Preso sempre nessa maldição.

Não me pergunte quem ela é de onde veio,
Eu não sei! Só sei que és sombras.
Vive entre o mundo dos sonhos e o da dor.
                                  Eu apenas a conheço com ANATHEMAS.

Leandro Goulart
7/9/2009
11:17:07

sábado, 5 de setembro de 2009

GRANDE POEMA





Um grande poema,

Não é um poema sem fim,
Com mil rimas estonteantes,
Nem um poema arrebatador com palavras emocionalmente encantadora.

Um grande poema,

É aquele que esteja - te tão próximo que até língua se contorce ao beijá-lo a primeiro verso,
É aquele que de lance além do que foi lido.

E apesar de não entendido lhe parece-se tão intimo,pessoal.

LEANDRO GOULART
16/07/09
12:12:33