Cai o vento na noite, preparando as vestais palavras
Palavras que se assentam calmas ao silêncio dessas minhas paginas
O sol está alto não pode mais queimar a macia pele, não brilha
Vejo os pássaros noturnos, observarem ao fundo minhas idéias
Eu não penso mais nada, você pensa muita quanto esta assim
Em colisão, deixo vagar, e quando não a mais nada,tudo fica
Assim, sem ser o que foi sem ser isto que esta sendo
Pássaros que voa sem rumo, no espaço da presa do predador
Cai o peso da rosa sem cheiro, sem coloração, cai à máscara
E a noite que outrora era tão escura agora e alva, e brilha
Rabiscos apenas, a minha altura uma aranha me finta, estranha
Por ironia sua teia me cativas me faz vitima, estranho
E quanto meus olhos se vejam, eu caio,caiu sobre minhas paginas
Misturando-se a minhas conturbadas idéias,
Amanhã, quanto às folhas amassadas e salpicadas pela minha saliva acordarem
Verás que sonhou como pássaros selvagens, que nunca estiveram acordadas
Vai colorindo as horas quotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...
.........................Mario Quintana
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...
.........................Mario Quintana

.jpg)





.jpg)
