segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mais do que dor, ver ou sentir


Eu vi os laços desfeito vi o homem ao chão.
De olhos fechado deixou tudo para traz,
Eu ouvi a musica, vozes pedido ajuda.
Mais do que dor, buraco aberto no peito. 

E lá dentro, dor, guerra,
Aquelas que sempre matam,
Eu me vi no espelho,
Sentir o tempo me arrasta como folha na tempestade,

Vi naves voarem no espaço,
Crianças brincarem no parque,
Vi santos cometerem pecados.
Vi sua boca murmura maldições.

Mais do que dor, perdão,
Ferida que não fecha,
Chaga aberta no coração.
Mais do que dor. Do que tudo,

E vi abelhas produzirem seu mel,
Eu vi homens fracos, entregarem se ao tempo,
Eu vi anjos no inferno.
E vi demônios no céu.

Mais do que dor,
Mais do que isso tudo,
Eu vi o absurdo,
De vê e não vê.

Leandro Goulart De Freitas


domingo, 6 de dezembro de 2009

O QUE SE QUER!



O que se quer é mais, é muito mais.
Mais armas,
Mais sexo,
Mais dinheiro,
Mais poder.

O que se quer é o que se pode.
O que se pode Lá,
O que se pode Cá,
O que se pode já,
O que se pode aqui.

O que se quer é o que já é.
O que já é lindo,
O que já é belo,
O que já é certo,
O que já é perfeito.

Mais o que se quer mesmo, é ter tudo.
É ser do tamanho do mundo,
Ser vasto, ser profundo,
Ser completo.

Leandro goulart de freitas

sábado, 5 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

LUGAR SECRETO



Hoje voei para meu lugar secreto,
Quando sentir medo,
Quando sentir tua falta,

Ninguém me viu alçar vôo.
Ninguém me viu parti,
Então eu voei para meu lugar secreto.

Lá me sentia seguro,
Lá não avia sombras,
Não avia feras para mim caçar.

Então eu voei para meu lugar secreto,
Lá eu via a lua,
Ouvia a musica da noite inebriada.

Hoje vou para meu lugar secreto,
Voei como pássaro que se liberta de uma gaiola,
Voei para perto de você,

Voei para perto de mim.


Leandro Goulart

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DESVANECER





Quando tempo não ouço aquela canção.
Quando tempo não sinto as batidas do teu coração.
Há quando tempo não olho te nos olhos.

Ficamos assim em direções opostas,
Fazendo de nossa vida uma aposta,
Quem é que não vai se entregar as emoções.

Quando tempo perdemos? Quando tempo ganhamos?
Nos – redimindo? Nos - retratando?
Nos - escondendo, como crianças.

Quando tempo não vejo o por do sol.
Não sinto a noite debruçar-ser sobre mim calma e silenciosa.
Há quando tempo sua boca não aproxima se da minha.

E ficamos assim calados frios.
Um morrendo no outro a cada instante.
Fazendo de nossa vida algo errante, de nossa história uma ilusão.

Leandro Goulart De Freitas

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CONTR (A) ÇÃO



 Lua de queijo,
Lua de mel,
Doce nos dedos,
Dedos no céu.
[...]
Meus dias incríveis,
Meu mundo terrível.
[...]
Menino azul,
Pipa amarela,
Cidades dos deuses,
Cidades das feras.
[...]
Sua língua seu vicio,
Seu segredo sinistro.
[...]
Ato divino,
Não condenado.
Pecado sagrado,
Perdão esperado.

Leandro Goulart De Freitas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A TARDE





Vejo ao entardecer, os pássaros
Em revoada buscarem seus ninhos
Vejo os homens sozinhos,
Olharem para o céu

A tarde anuncia sinos,
A tarde anuncias sonhos.

Não posso apenas entender essas imagens,
Não posso apenas ser esses olhos retrativos

Vejo algumas flores se abrindo desabrochando se como a vida.
E outras tantas definhando se como a morte.

Essa tarde traz monstros
Desperta dragões

E os nossos olhos ingênuos se tornam sequiosos e sombrios.

A tarde é esse rio, que vai,
É esse dia que vai

Vejo ao entardecer, as coisas silenciar se
Como criança adormecidas,

Vejo os homens sozinhos, criarem asas
E  voarem  para o seus ninhos.


Leandro Goulart de freitas



sábado, 14 de novembro de 2009

SU-REAL



Nem rio nem pedra.
Um pouco de tinta um pouco de selva.

É assim que os olhos vêem as paissagens,
Vazias, plumagens multicoloridas,
Rabiscos sem formas.

Nem nós nem tu nem eu,
Somos dança somos pássaros.

Folha que balança,
E às vezes lança que traspassa o coração.

Leandro Goulart de freitas

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UM PÁSSARO




Se eu fosse um pássaro talvez voasse até o seu coração,

 Talvez cantasse uma canção,
Que ecoaria feito trovão,
No silencio do seu jardim.

Seu eu fosse assim,
Um pássaro,

Pousaria a mais alta árvore o mais alto calho ,
Só para ver os mais belos olhos a mais bela face.

Se assim fosse,

Um pássaro.

Mais sou breve não quarto em mim essas coisa da vida ,

Sou assim,
[Um pássaro que chega e vai embora]


Seria para aplacara a dor, 
Seria para fugir, seria até um sonho, 
Se você cantasse para mim. 

Mais você não canta, você não voa,

Você é esse jardim silenciado.

(Leandro Goulart )