quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

LUGAR SECRETO



Hoje voei para meu lugar secreto,
Quando sentir medo,
Quando sentir tua falta,

Ninguém me viu alçar vôo.
Ninguém me viu parti,
Então eu voei para meu lugar secreto.

Lá me sentia seguro,
Lá não avia sombras,
Não avia feras para mim caçar.

Então eu voei para meu lugar secreto,
Lá eu via a lua,
Ouvia a musica da noite inebriada.

Hoje vou para meu lugar secreto,
Voei como pássaro que se liberta de uma gaiola,
Voei para perto de você,

Voei para perto de mim.


Leandro Goulart

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DESVANECER





Quando tempo não ouço aquela canção.
Quando tempo não sinto as batidas do teu coração.
Há quando tempo não olho te nos olhos.

Ficamos assim em direções opostas,
Fazendo de nossa vida uma aposta,
Quem é que não vai se entregar as emoções.

Quando tempo perdemos? Quando tempo ganhamos?
Nos – redimindo? Nos - retratando?
Nos - escondendo, como crianças.

Quando tempo não vejo o por do sol.
Não sinto a noite debruçar-ser sobre mim calma e silenciosa.
Há quando tempo sua boca não aproxima se da minha.

E ficamos assim calados frios.
Um morrendo no outro a cada instante.
Fazendo de nossa vida algo errante, de nossa história uma ilusão.

Leandro Goulart De Freitas

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CONTR (A) ÇÃO



 Lua de queijo,
Lua de mel,
Doce nos dedos,
Dedos no céu.
[...]
Meus dias incríveis,
Meu mundo terrível.
[...]
Menino azul,
Pipa amarela,
Cidades dos deuses,
Cidades das feras.
[...]
Sua língua seu vicio,
Seu segredo sinistro.
[...]
Ato divino,
Não condenado.
Pecado sagrado,
Perdão esperado.

Leandro Goulart De Freitas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A TARDE





Vejo ao entardecer, os pássaros
Em revoada buscarem seus ninhos
Vejo os homens sozinhos,
Olharem para o céu

A tarde anuncia sinos,
A tarde anuncias sonhos.

Não posso apenas entender essas imagens,
Não posso apenas ser esses olhos retrativos

Vejo algumas flores se abrindo desabrochando se como a vida.
E outras tantas definhando se como a morte.

Essa tarde traz monstros
Desperta dragões

E os nossos olhos ingênuos se tornam sequiosos e sombrios.

A tarde é esse rio, que vai,
É esse dia que vai

Vejo ao entardecer, as coisas silenciar se
Como criança adormecidas,

Vejo os homens sozinhos, criarem asas
E  voarem  para o seus ninhos.


Leandro Goulart de freitas



sábado, 14 de novembro de 2009

SU-REAL



Nem rio nem pedra.
Um pouco de tinta um pouco de selva.

É assim que os olhos vêem as paissagens,
Vazias, plumagens multicoloridas,
Rabiscos sem formas.

Nem nós nem tu nem eu,
Somos dança somos pássaros.

Folha que balança,
E às vezes lança que traspassa o coração.

Leandro Goulart de freitas

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UM PÁSSARO




Se eu fosse um pássaro talvez voasse até o seu coração,

 Talvez cantasse uma canção,
Que ecoaria feito trovão,
No silencio do seu jardim.

Seu eu fosse assim,
Um pássaro,

Pousaria a mais alta árvore o mais alto calho ,
Só para ver os mais belos olhos a mais bela face.

Se assim fosse,

Um pássaro.

Mais sou breve não quarto em mim essas coisa da vida ,

Sou assim,
[Um pássaro que chega e vai embora]


Seria para aplacara a dor, 
Seria para fugir, seria até um sonho, 
Se você cantasse para mim. 

Mais você não canta, você não voa,

Você é esse jardim silenciado.

(Leandro Goulart )








sábado, 24 de outubro de 2009

FEBO


No céu um astro que brilha,
Feito olhos de minotauro,
Feito fogo de homem selvagem.
[...]
No céu um astro que brilha incansável.
Intermináveis fiapos de luz,
Que chicoteiam minha face.
[...]
No céu um astro, que brilha feito amor diurno,
Algo profundo algo atômico,
Astro que brilha feito recém nascido. Feito plumagem de anjo.
[...]
No céu um sol que talvez não brilhe um dia,
Que talvez não queime um dia,

Que talvez não nasça.

(Leandro Goulart de Freitas)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Lilith








A dama da noite tem nome de demônio,

Não é mulher não é homem

É coisa misteriosa.
A dama da noite. Senhora das trevas,
Voa na relva dos corações amaldiçoados.
Ela vagueia nos sonhos na carne selvagem,
Seu poder esta na escuridão. Nos ritos sagrados.
A dama da noite é rainhas dos sortilégios,
Detentora secreta do suco da morte.
Caça feita loba na selva bebe setenta o sangue mortal.
A dama da noite,
Responde o chamado o mais puro pegado, o mais puro veneno.
Venha criatura beber o meu sangue,
Pois sou eu quem mata, sou eu quem more,
Sou eu quem sangra.
Venha criatura,
Meu anjo condenado,
Mergulhe seu pecado no meu corpo sem luz.
Por que eu não tenho nome e você salvação.
Somos o legado,
Os filhos do pai os folhos do cão!

LEANDRO GOULART DE FREITAS


 








quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ENGRAMA


Talvez, esse tempo [“agora”] nuca existisse,
Talvez não fosse aquela musica aquela dança,
Ou aquela lembrança evocada do passado.

[...]

Talvez não precisasse enlutar meus olhos,
Se, em outrora tivesse sorrido,
Talvez se tivesse vivido [“agora”] bastaria apenas recortar,

[...]

Mais tudo foi passando com uma tempestade,
Os olhos cerrados, á mente calada. Não houve tempo de resgate,
Não houve tempo de olhar para traz,

[...]

Não há martírio quando se é feliz,
Mais há sempre dor quando se tem apenas sonhos,
Talvez se houvesse mais força, haveria menos suplicio.

[...]

Talvez o implacável destino fosse esse drama,
Essa cama de gato, onde passado e lembranças se intercalam,
Promovendo a imagem de um ser oportuno.

[...]

Talvez eu seja realmente necessário,
Aqui [“agora”],
Talvez não fosse apenas recordação,
Fosse marca ferida, cicatrizada na historia.

LEANDRO GOULARTT